Psicologia e temas afins…

Um canto, uma viagem, um pedaço de papel onde sentimentos, pensamentos caem . . . Entrem e deixem a vossa marca, o vosso pensamento, os vossos sentimentos… Inspirem-se e deixem correr a “tinta”….

23 de novembro de 2008

Não sou esquizofrênica!

Foto: Borboleta

 

Foto: Flores

Esses trabalhos são dessa paciente… E seu relato abaixo:

 

Não sou esquizofrênica!

Um dia desses ouvi que não sou esquizofrênica, que estou esquizofrênica!
Então, estando esquizofrênica posso transgredir, mudar conceitos pré-estabelecidos.
Ver tudo de uma só cor
Viajar pelas estrelas, subindo pelo teto do meu quarto.
Ter amigos naturais, irreais, sobrenaturais…
Ter sussurros e vozes em meus ouvidos, sem que ninguém escute.
Ser eu e ser outra.
Poder viajar sem ter comprado passagem.
Ir a lugares onde só eu, e eu estivemos.
Atravessar portas, janelas, muros e paredes.
Falar com aquela pessoa ao telefone. Mesmo com ele no gancho.
Ser bela e ser horrível.
Ver o riacho correr até o mar.
Ver o passado, estar no passado. Sem lá ter estado.
Ser perseguida e perseguir.
Ter toda coragem do mundo.
Sentir a falta de coragem.
Ser só e nunca estar só, sempre estar acompanhada.
Ser iludida por falsas ilusões.
Ter esperanças do que não posso esperar.
Ser criativa, sem ter necessidade de criar, nem obrigação.
Sonhar, delirar, alucinar, sem precisar decifrar.
Pensar como criança, ler livros de criança, ter a doçura de criança.
Mas e no dia que deixar de estar esquizofrênica o que eu serei?
O que estarei?
Estarei feliz?

Dina Doiche Julho 2007

criado por psicoinfo    12:01 — Arquivado em: Esquizofrenia

17 de novembro de 2008

Como a psicologia pode ajudá-lo?

A psicologia é uma ciência não assim tão nova, mas um pouco confusa para o entendimento geral.

É inevitável a associação do psicólogo com problemas. Problemas estes, que geralmente estão relacionados a dores não muito bem compreendidas e de difícil assimilação…

A cabeça entende os problemas, administra-os, procura soluções inteligentes e plausíveis, mas o coração. Ah, o coração… Este é o maior sabotador da inteligência e grande delator da fragilidade humana…

A razão entende, aceita toda e qualquer adversidade, mas e as emoções, como ficam?

Como aquietar e serenar uma "coisa" que se sente? Se é sentimento, como medi-lo, decifrá-lo, conduzi-lo?Como explicá-lo, acalmá-lo e curá-lo?

Não existe "amorômetro", "sofrerômetro", "ansiômetro" que consiga diagnosticar com precisão o grau, o tamanho e a dimensão das inquietações emocionais que o ser humano está exposto ao longo da sua vida.

Perante estas inquietações, o mais sábio dos mortais é capaz de se render e se desconhecer a ponto de se perder e, quando ele se perde, o comportamento muda. As atitudes ficam vulneráveis e vão se moldando ao novo e estranho contexto das emoções. É neste momento que o psicólogo entra em ação.

As emoções acabam sendo os condutores da vida e se não estiverem equilibradas, organizadas e entendidas entrarão num turbilhão conflitante bloqueando uma ação mais coerente e sensata.

Neste sentido, o psicólogo atua como um grande sensor, administrando os verbos "sentir" e "agir" e, assim, obriga o outro a "pensar", racionalizar sobre as emoções. Fazemos isso entendendo quais são os mecanismos e possíveis desencadeadores da instabilidade emocional, não há mistério. É preciso, apenas, preparar o medicamento adequado.

Cada psicólogo tem os medicamentos próprios de acordo com a linha que escolheu para atuar; medicamentos estes que não estão à disposição em nenhuma farmácia. O psicólogo empresta sua sensibilidade, grau de empatia, colo, discernimento, ouvido, coração e técnica (sim, ele estudou para isto) para chegar ao objetivo maior.

Não é difícil ser psicólogo. Basta ser gente e gostar muito de gente. Ainda vou ter a oportunidade de ler um adesivo nos carros assim: "Consulte um psicólogo. Ele pode e sabe como ajudá-lo a viver bem melhor".

Fonte: Uol

criado por psicoinfo    17:20 — Arquivado em: Sem categoria

14 de novembro de 2008

Perda e Luto

 

No domingo, dia 02 deste mês, tivemos a data de finados e milhares de pessoas foram aos cemitérios para lembrar, chorar ou se conformar com a perda de alguém querido. A morte talvez seja a situação mais difícil de enfrentar, pois é irremediavelmente definitiva. Para a maioria dos problemas há uma solução, mas não para a morte.

Elisabeth Kübler-Ross foi uma psiquiatra suíça que morou nos Estados Unidos e dedicou sua vida ao estudo do tema da Morte e do Morrer. Ela dizia que se as pessoas conseguissem pensar sobre a morte, elas teriam menos medo disso. Ela identificou e descreveu os cinco estágios emocionais que uma pessoa passa quando lida com a morte eminente: Negação, Cólera, Barganha, Depressão e Aceitação.

Para se chegar à fase de aceitação é justamente um processo, não esquecemos ninguém de uma hora para a outra e nem devemos fazer isso! É importantíssimo, para a elaboração do luto, que se tenha contato com a morte. Não poupem seus filhos pequenos, como muitos pais fazem, de estar presente no velório do avô, do pai do amiguinho, de um parente, isso não é saudável emocionalmente.

A criança deve saber que vai encontrar um corpo diferente do que estava acostumado a ver. Explique o que aconteceu, faça uma correlação com sua religião, caso tenha alguma. O velório e enterro/cremação são momentos de constatação do ocorrido. Muitos pensam que vão criar um trauma na criança e, mesmo alguns adultos não gostam de ir a velórios por receio, medo ou por uma ilusão de que a única memória que vai ficar daquela pessoa é ela morta no caixão. Não é verdade, nossas memórias não desaparecem sem motivo algum e é importante ter e dar apoio um ao outro nesse momento. Quem sofreu a perda vai gostar de ver você no velório. Mas dizer o quê nessas horas? Não é preciso dizer nada, só estar lá e abraçar a pessoa que sofreu a perda já basta.

Mas como superar? A dor que sentimos ao perder um filho, um irmão, há de passar. A falta vai ser eterna, mas ela se transformará em lembranças boas também. No início há um isolamento, precisamos recolher a nossa alma dentro da gente para dar conta da dor, mas depois apoiem-se nos amigos, na família, nos hobbies e nas outras pessoas que estão vivas e que também precisam de você.

Para quem passou por perda recente e quer ver e ler algo interessante sobre o assunto, recomendo assistir ao filme "O Quarto do Filho" e ler "Sobre a Morte e o Morrer", de Kubler-Ross.

criado por psicoinfo    20:37 — Arquivado em: Morte, Perdas

1 de julho de 2008

História da loucura

História da loucura - visões do comportamento anormal

 

          Segundo Holmes (2001), a sociedade tratou o comportamento anormal de diferentes maneiras em diferentes momentos. A maneira como uma sociedade particular reage à anormalidade depende dos seus valores e suposições sobre a vida e o comportamento humano. O comportamento anormal era atribuído a causas das forças sobrenaturais que assumem o controle da mente e do corpo. Evidências na forma de rolos de papiro, monumentos e antigos livros da Bíblia revelam que os antigos egípcios, árabes e hebreus acreditavam que o comportamento anormal era decorrente de possessão por forças sobrenaturais, como deuses irados, maus espíritos e demônios. O tratamento para expulsar os demônios envolvia encantamentos, preces ou poções para persuadi-los a irem embora e diversas formas de exorcismo. 

          A primeira tentativa de explicar o comportamento anormal em termos de causas naturais ocorreu quando o pai da medicina moderna Hipócrates (460-377 d.C.), ensinou que o cérebro é o órgão responsável pelos transtornos mentais. Ele sugeriu que o comportamento era governado pelos níveis relativo de quatro humores (líquidos) no corpo: bile negra, bile amarela, fleuma e sangue. Hipócrates carecia de técnicas científicas para verificar sua explicação, mas sua abordagem iniciou no caminho de ver o comportamento anormal como mau funcionamento ou doença fisiológica. O tratamento envolveu tentativas de restaurar o equilíbrio apropriado entre os humores drenando o excesso de líquidos do corpo ou alterando dieta e estilo de vida. Durante a idade média a religião tornou-se a força dominante e a abordagem naturalista de Hipócrates foi abandonada, novamente a idéia antiga de que a doença mental estava ligada à possessão demoníaca foi revivida e tratamentos brutais eram usados para expulsar o demônio das pessoas como apedrejamento, torturas, queimadas vivas, além de serem rotuladas como agentes do demônio e de bruxas (IDEM). 

          Somente no século XVI que foi reconhecido que as pessoas perturbadas precisavam de atendimento, não de exorcismo ou condenação. Surge o primeiro hospital Saint Mary of Bethlehem, em Londres no ano de 1547 destinado ao cuidado de pessoas perturbadas. Nesses primeiros hospitais (asilo) eram mais como prisões do que hospitais, além de serem confinados em condições desumanas, eram acorrentados à parede ou em grandes bolas de ferro que tinham que arrastar para onde quer que fossem. Depois que os indivíduos perturbados foram reconhecidos como pacientes, foi estabelecida melhorias às condições sub-humanas que estavam submetidos e um dos mais famosos que trouxe mudanças foi Philippe Pinel, que em 1792, ordenou que os pacientes de seu hospital em Paris fossem desacorrentados e que os alojamentos fossem renovados (IBIDEM]).

 

Fonte: HOLMES, D.S. Psicologia dos Transtornos Mentais. 2ª ed. Porto Alegre, Arte Médica, 2001.

criado por psicoinfo    3:03 — Arquivado em: Meu diário

10 de junho de 2008

Histórico do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro

 

 

O Centro Psiquiátrico “Eduardo Ribeiro” é um centro de referência para atendimento aos portadores de sofrimento psíquico no Estado do Amazonas e foi criado através do Decreto Governamental nº 6472, publicado no Diário Oficial do Estado do Amazonas em 22 de Julho de 1982.
Teve suas atividades assistenciais iniciadas a partir do Governo de Eduardo Gonçalves Ribeiro, quando foi criado pela Lei nº 65 de 03 de outubro de 1894, com o nome de Hospício “Eduardo Ribeiro”, e ficava situado à margem esquerda do Rio Negro na foz do Igarapé da Cachoeirinha Grande. Foi transferido para a Chácara Cruzeiro, situado à Rua Ramos Ferreira, onde passaria a funcionar o novo asilo, desde o dia 18 de fevereiro de 1898 à 1926.
Em 1926 o asilo é transferido da chácara Cruzeiro para o asilo de mendicidade que receberá o nome de Colônia de Alienados “Eduardo Ribeiro”.

criado por psicoinfo    10:52 — Arquivado em: Meu diário

4 de junho de 2008

Festa junina no Centro Psiquiátrico

 

Essa foi a última visita ao Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. E para a despedida realizamos com os pacientes uma festa junina com comidas típicas como: bolo de milho, pipoca, tacacá, cuzcuz, pamonha, pé-de-moleque etc.
Dançamos quadrilha com direito até ao casal de noivos, onde os noivos eram: a paciente F e o paciente J. Cada aluno dançava com um paciente. Houve uma ótima participação de todos.

criado por psicoinfo    14:47 — Arquivado em: Sem categoria

31 de maio de 2008

Vivendo com o inimigo

 

A palavra mente é uma das que tem maior número de sentidos e acepções, podendo ser usada como espírito, alma, razão, sabedoria, juízo, discernimento, inteligência, talento, gênio, pensamento, plano, projeto, intento, memória, caráter, índole, sentimentos, valor, ânimo, coragem, sentido e significação. Mas neste artigo nós a usamos como o conjunto de conceitos formados com forte conteúdo emocional e que orienta nossas ações quando não submetidas a profunda análise racional. Quando esses conceitos nos levam a ver o pior, mesmo que só como possibilidade, como se fossem demônios a nos induzir a ver o lado negativo das coisas, nós podemos chamar essa atitude de neura.

A neura, então, seria gerada por uma espécie de voz interior extremamente negativa que está sempre destacando o que de pior pode acontecer, mesmo que só imaginariamente.

Por que existe essa tendência negativa em muitas pessoas? Será que é conseqüência de uma criação que levou à formação dessa atitude? Será algum fator genético? No momento,não importa a causa. O que importa é saber lidar com esse pessimismo involuntário e como não deixar que ele nos prejudique.

Inicialmente, é preciso estar ciente de que não podemos nos identificar com essa faceta da mente. Nós não somos ela, tanto que somos capazes de observar a maneira dela atuar como se não fôssemos nós os envolvidos. Ela vem lá do fundo para nos atormentar. Se soubermos que isso é como se houvesse alguma força querendo nos amedrontar e que podemos lidar com ela como um hóspede indesejável na nossa cabeça, já teremos identificado o inimigo e é mais fácil combater o que conhecemos.

Precisamos nos reeducar para repelir as idéias negativas pelo uso da razão e pelo uso do mecanismo emocional.

Pelo uso da razão, temos de analisar muitos de nossos temores que jamais ocorreram. E seguramente foram na maioria, se não a totalidade. Essa análise mostrará ao nosso intelecto que não podemos continuar pensando no pior. Podemos organizar uma lista de coisas que tememos nos últimos dois anos e que não aconteceram como as víamos pelo lado pior. Podemos também dizer à neura: Não, não vou aceitar a sua negatividade! Basta de me atormentar! Vai acontecer o melhor. Entrego o assunto ao meu sistema de autopreservação e preservação da espécie e sigo na certeza de que o melhor vai acontecer.

É preciso vigiar os pensamentos e não deixar que eles se envolvam pelo lado negativo. É preciso evitar palavras e expressões que expressem ânimo negativo, do tipo: “Isso só acontece comigo”, “Hoje não é o meu dia”, “Um urubu pousou na minha sorte”, “Nada dá certo comigo” e muitas outras.

Do ponto de vista do lado emocional, temos de aprender a emotizar toda e qualquer possibilidade dos acontecimentos pela visão positiva. Isso tem que se tornar um hábito, pois é assim que as coisas vão ocorrer.

Fonte: Cidade do cérebro

criado por psicoinfo    18:58 — Arquivado em: Auto ajuda, Comportamento, Reflexão

28 de maio de 2008

Dialógo com pacientes

Como de costume, em todas as visitas ao Centro Psiquiátrico, visito primeiro o Pavilhão José da Silva, onde se encontram os pacientes em cadeira de rodas tais como: N, M, L e S, esses são os pacientes mais dependentes, cumprimento à todos e depois individual, pergunto como estão, se estão bem. Depois vou visitar os pacientes do Pavilhão Maria Damasceno, onde se encontra os pacientes independentes: D, M.M, A, F, J, R, Z etc.
Ao chegar no Pavilhão Maria Damasceno encontrei o paciente X, que até então nunca o vi no hospital, essa é a primeira vez que o vejo. X se encontrava deitado no chão, parecia estar alterado… Quando me viu se levantou e começou a falar sem parar dizendo: “Lá em casa todo mundo é doido, meu pai, minha mãe e ao mesmo tempo fazendo gesto girando o dedo na lateral da cabeça.” X se afastou e depois voltou dizendo: “Eu sou homem que tenho uma casa boa, também tenho muito dinheiro…” depois ficou em silêncio deitado no chão.
No Pavilhão Maria Damasceno dialoguei com o paciente Z sobre quantos anos faz que mora no local, sua origem, se já foi casado, se tem filhos, em que trabalhava e o porque de estar atualmente no Centro Psiquiátrico. O paciente responde: “Estou morando aqui desde 1979, eu sou de Coari, nunca casei e nem tenho filhos, trabalhava na roça e comecei a delirar… Eu falava sozinho, fiquei perturbado. Meu irmão vendo a minha situação trouxe - me à Manaus para fazer tratamento e até hoje estou morando aqui.”
Perguntei: Você via “algo”, ouvia vozes?
Z responde: “Eu não via nada, somente ouvia vozes e ficava falando sozinho”
E o que as vozes diziam? “Ah faz tempo… Eu nem me lembro”. E agora você ainda ouve vozes? Z responde: “Não, graças à Deus não ouço mais nada, aquilo era uma perturbação na minha cabeça. Hoje eu já saio sozinho do hospital, vou passear, gosto de ir ao mercado e às vezes eu como por lá. Hoje eu tenho outra vida, já não tenho perturbação”.
Perguntei à Z sobre seus parentes se ainda moram em Coari me refiro à seus pais e irmãos? “Ah, alguns moram lá e somente minha irmã mora aqui e sempre que pode ela vem me vê, sempre telefono para saber como ela estar. Eu queria muito sair daqui e ir morar com ela, mas ela não quer, diz que não dá.”
Z é mais um caso de abandono por parte da família.

 Atividades: Diálogo para saber sobre a história do paciente como era antes de chegar ao Centro Psiquiátrico e como é o relacionamento hoje com seus familiares, afinal como era a vida deles em todos os aspectos tais como: família, trabalho, amigos etc.

criado por psicoinfo    13:26 — Arquivado em: Meu diário

24 de maio de 2008

Mr. Jones -Indicação de filme para o fim de semana

                                                                    

 

"Mr. Jones" (1993 - 109m)

SINOPSE
Impulsivo
Irresponsável
Irresistível

Mr. Jones (Richard Gere) é um homem impulsivo, fascinante, que atrai as pessoas com o seu encanto e a sua energia vital. 
Jones alterna fases de feliz euforia e de triste depressão. Acostumado a esse ritmo, ele recusa se tratar. Mas, numa dessas euforias, Mr. Jones acaba internado em um hospital psiquiátrico. É lá que ele conhece a Dra. Libbie Bowen (Lena Olin), que envolve-se de tal maneira com o paciente a ponto de se libertar dos laços éticos que a impediam de se relacionar com o irresistível Mr. Jones (seu paciente).

Comentário sobre o filme:

Richard Gere faz o Mr. Jones, um maníaco depressivo, no qual durante suas crises emocionais é divertido, criativo e envolvente.

No filme ele tem 35 anos e, vai passando sua história , a história de um bipolar.
Há 20 anos ele tinha crises, mas nunca levava o tratamento a sério.
Toda vez que tinha crise ele se internava uns dias e depois saia da crise, ele largava os remédios. Com a desculpa que aquele jeito bipolar era o jeito dele mesmo de ser e , que as pessoas se incomodavam com ele, pelo fato dele ser mais produtivo que as demais.
Aos doze anos ele já tinha lido praticamente todos os livros da estante de sua casa. Ele era compulsivo por conhecimento.
Quando mais jovem aos sete anos já tocava musica clássica no piano. Ele era um estudioso da música.
Além de criativo , era muito inteligente e demonstrava uma auto suficiência sem igual.

Na maior parte do filme ele tá eufórico, em algumas eu diria em mania mesmo. São poucas cenas que aparece ele depressivo, praticamente não tem depressão.

Tem uma cena que ele quer voar, na verdade ele gosta de ir até o limite e também gosta de ver as pessoas chocadas por causa dele.

“Impulsivo, Irresistível , Irresponsável - Mr. Jones é um homem que sem muito esforço cativa as pessoas com seu charme e energia fascinantes. Até sua psiquiatra fica fascinada com ele.”

Ele era impulsivo não só para fazer as coisas como também ás vezes agia sem pensar.

Um exemplo, que é um dos momentos auge de sua euforia é quando ele está num concerto, numa apresentação musical de uma orquestra ele sai da platéia e sobe no palco e começa a reger a orquestra.
Logo chamam a polícia।Na delegacia Mr. Jones disse:
“ Eu não cometi nenhum crime foi o Regente que cometeu um crime.Ele jamais deveria ter regido a nona sinfonia de Beethoven daquela forma।Beethoven deve até ter se revirado no túmulo. Fiz um favor a ele. “ Mr. Jones

criado por psicoinfo    13:16 — Arquivado em: Indicação de filmes

21 de maio de 2008

Relatos de S, Z.S e R.N

Abaixo as histórias de vida dos pacientes psiquiátricos:

Z.S que a família abandonou por ter o diagnóstico portador de transtorno mental (Esquizofrenia) .

História de S. A que os pais descobriram que sua opção é homossexual e a partir daí se envolveu em drogas e estar vivendo seu fim de vida em um manicônio .

R. N e o sonho de servir o Exército

 

Estive novamente no Pavilhão José da Silva com os pacientes L, M, N e S. Receberam-me com o sorriso no rosto, cumprimentei à todos e depois individual.
S insistiu que eu a levasse para passear, mas a auxiliar de enfermagem L ia dar banho na paciente e recomendou que eu tivesse cuidado pois às vezes S é agressiva. A auxiliar de enfermagem L falou que S não é portadora de doença mental e também comentou o motivo de S estar no hospital. Ainda quando jovem S gostava muito de sair, passou à usar drogas depois que os pais descobriram a sua opção homossexual. A família de S não a aceitava por ser homossexual e abandonou S. S não tinha para onde ir e foi pedir abrigo no Hospital e até hoje ela vive na instituição, e agora S já apresenta transtorno mental.
Através da história de S percebe-se o quanto as famílias ainda tem dificuldades de lidar com o opção sexual de seus filhos. A falta de informação e a não aceitação de ter um filho homossexual ainda impera em muitas famílias. Eu sei que é muito difícil para os pais quando descobrem que tem um filho homossexual, mas de início a família tem de buscar respeito e diálogo, tentar preservar o afeto. O indicado é que a família perceba que seu filho ou filha homossexual não se transformará em outra pessoa devido à sua orientação sexual. Trata-se daquele filho que cresceu ali, que fez coisas erradas e certas na vida. A única coisa que mudou é que agora a família tem uma nova informação sobre ele, mas não um novo filho. Por outro lado, temos de reconhecer que a moral dominante está no olhar do vizinho, no cotidiano, no que as pessoas irão pensar. A humanidade criou o conceito de que a normalidade é a heterossexualidade. Talvez S tenha se envolvido com drogas para tentar suprir o descaso que a família fez devido a sua opção sexual, tentando assim “fugir” da crise familiar em que se encontrava. Diante da descoberta que um filho é homossexual, a família também precisa ser compreendida. O filho não pode querer que, de repente, o pai passe a aceitar sua condição de homossexual. Juntos, todos têm de procurar ajuda de um profissional facilitando assim a compreensão.
Deixando bem claro, que isso não significa que o fato de os pais não aceitarem um filho homossexual possa levá-lo à ter transtorno mental, depende da história pregressa do indivíduo, da estrutura da personalidade. A desestrutura familiar, o uso de drogas e o convívio com outros pacientes esquizofrênicos apenas serviram como fator desencadeante que a levou a ter transtorno mental, porque talvez ela já tinha tendência a desenvolver a doença.
Em seguida fui conversar com o paciente R. N, convidei-o para sentar ao meu lado no banco perto do Pavilhão José da Silva. Para iniciar uma conversa com o paciente perguntei como era o seu nome, se estava tudo bem. R.N respondeu com um sorriso tímido dizendo “estar tudo bem”. Perguntei a R. N quanto tempo está no hospital e por que foi para lá. O paciente responde: “Nossa! Faz um bocado de tempo! Eu sou de Coari e resolvi morar em Manaus. Antes de vim morar no hospital, morava com meu irmão, e para que eu não passasse fome, ele me trouxe para cá, porque aqui pelo menos tem comida e disse que eu não se preocupasse porque ele viria me pegar e até hoje eu estou esperando por ele. O que eu mais quero é voltar pra minha terra”.
Perguntei à R.N se ele estudava antes de vim morar no hospital. “Sim, eu estudei até a quarta série!” Falei sobre “sonhos” que todos nós seres humanos temos sonhos de ter algo ou ser “alguém” me referi a ter uma profissão, muitos conseguem realizar seus sonhos e outros não… R.N me interrompe dizendo: “Ah, eu sempre tive o sonho de entrar para o Exército. Eu me alistei, mas não me aceitaram disseram que eu não podia. Eu acho porque eu ainda sou uma criança e somente quando eu for de maior é que vão me aceitar, diz que só quando eu fizer 44 anos é que vou puder… Então eu ainda estou aqui esperando eu ficar grande para poder entrar para o serviço militar.”
R.N sempre sonhou com o serviço militar e teve o abandono por parte da família. Essa história se repete na vida de todos os pacientes residentes na instituição. O paciente faz confusão com a idade, diz ainda ser uma criança e que está esperando ficar adulto.
Atividades: Diálogo para uma melhor interação com alguns pacientes sobre “sonhos” e à respeito de como era a vida antes de entrar no hospital.

criado por psicoinfo    17:34 — Arquivado em: Meu diário
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